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November, 2009 BRAVOOOOO!!!O formato é atraente: quatro homens de visual caprichado, gestual clássico, vozes poderosas. Barbeados, elegantes, sorridentes, cantam emoções e logicamente as despertam. Em profusão! Se o visual sozinho já preenche alguns requisitos do imaginário feminino, o que não fará se adicionado de comportamento refinado e vozes envolventes cantando em bloco?! Assim é Il Divo, o quarteto vocal que surgiu em 2004 no Reino Unido, tem nome italiano (que significa O ASTRO), mas não tem nenhum italiano ou inglês entre seus membros. Da esquerda para a direita, na foto acima, URS BÜHLER, 38, suíço, é tenor, cantava ópera e gosta de motos e heavy metal. SÉBASTIEN IZAMBARD, 36, francês, era estrela do pop na França, além de compositor e produtor. DAVID MILLER, 36, tenor norte-americano, cantava ópera e nisso se considerava um purista. Por fim, CARLOS MARIN, 41, espanhol nascido alemão, barítono, também tinha carreira solo na Espanha. É a maior voz do quarteto, sem sombra de dúvida. Os quatro desconheciam uns aos outros e, de repente, foram postos em estúdio para deixar os egos de lado e cantar juntos. Hoje são grandes amigos e bons companheiros, o que é patente tanto no palco quanto em vídeos e entrevistas: reina admiração mútua e cumplicidade, o que (também) é bonito de se ver... Até porque beleza é a tônica desse grupo. Não só a beleza deles como homens em seu apogeu. Mas a da alma feliz, realizada, de bem consigo e com os outros. E a das vozes potentes, harmônicas e trabalhadas anos a fio, como se tivessem sido especiamente preparadas para esse excepcional encontro conhecido por IL DIVO! O criador do grupo, SIMON COWELL – o mesmo do Britain’s Got Talent e American Idol – reconhece que juntar os quatro foi muita sorte: “—A nenhum produtor musical acontece de entrarem pela sua porta quatro cantores bonitões, donos de grandes vozes, carisma de sobra e intenção de formar um grupo!” O que ele fez foi lançar audições para vozes operísticas masculinas desconhecidas na Europa, EUA, Canadá, Austrália e Ásia. O objetivo era cantarem músicas pop consagradas, em vez das pesadas óperas. Entre tantos, escolheu os quatro que hoje correm mundo encantando românticos ou nem tanto, gente madura ou muito jovem, mas sempre quem ama, já amou ou sonha amar. E aí se inclui quase todo o mundo, que com eles canta MY WAY e THE WINNER TAKES IT ALL, em espanhol, SHE e UNCHAINED MELODY, em italiano, entre outras, e sempre inovando em novas versões e línguas diferentes. No Brasil, quase ninguém conhece IL DIVO. Foi preciso uma campanha maciça de fãs, lideradas pela jornalista Sílvia Simões, para trazê-los a S. Paulo. Sem qualquer divulgação pela mídia impressa ou televisiva, só a movimentação dos fãs via Orkut e blog LIBERTÉ da jornalista conseguiu lotar o Credicard Hall São Paulo no dia 27/10 último, uma terça-feira chuvosa, inclusive. Os “meninos”, como elas os chamam, já tinham estado na Argentina e Porto Rico, mas nunca no Brasil. Talvez porque muitas de suas gravações sejam em Espanhol. Eles desconheciam a versatilidade linguística brasileira: cantamos com eles não só em inglês, como em espanhol e italiano. Nossas raízes européias e natural receptividade não nos deixam na mão… (Aliás, versatilidade também é com eles. Vindos de países diferentes cantam em Inglês, Espanhol, Italiano e Francês, além de uma (linda!) faixa em Português no CD "IL DIVO": versão de Guto Graça Mello para REGRESA A MI, ou UNBREAK MY HEART, que Toni Braxton gravou.) Mas o que mais os surpreendeu foi o calor das manifestações da platéia, que há cinco anos esperava por aquela noite. A parca decoração do palco felizmente foi superada com vantagem pelo show da platéia, que disse bem a que veio, ou seja, render homenagem explícita aos amados e competentes “divos”. Muito embora pagando ingressos mais caros que europeus e norte-americanos, certamente os fãs voltarão a comparecer em peso, quando e onde eles voltem a se apresentar no Brasil. Porque UMA NOITE COM IL DIVO é magia e felicidade: perder, nem pensar!
August, 2009 IL DIVO NO BRASIL !!!June, 2009 MENINAS Esqueci (!?) as carinhas, o cheirinho, os sons de risadinhas e o prazer do contato com bochechinhas, bracinhos e mãozinhas, pezinhos e perninhas das minhas meninas quando eu as beijava, ou elas me beijavam… Quando elas estavam ali tão incrivelmente perto dos olhos, dos ouvidos, do peito! Não me ocorria que aquilo passaria? Quisera ter adivinhado isto, para gravar mais que fotografias. Filmá-las teria sido brilhante, mas o acesso não era tão simples. Além do mais, tato e olfato estariam de fora... June, 2009 DIAS DE FRIOClaro que há controvérsias, mas são doces estes dias de frio, se não chove. Tudo e todos se quedam mais recolhidos, menos afoitos. Reina um tipo de delicadeza. A delicadeza de falar mais baixo, de estar mais em casa, buscar aconchego, sair menos às ruas, especialmente à noite, ou de madrugada, reduzindo as chances de acontecimentos funestos. (Será que há menos crimes, nesses dias e noites? Será que criminosos não pensam melhor antes de sair para invadir, roubar, ferir? Talvez.) O fato é que dessa delicadeza vem mais poesia, mais cuidado, mais olho no olho e intimidade, inclusive com as coisas nossas de cada dia. Mesmo que à força, olha-se melhor para dentro. Para dentro da gente, dentro de casa, dos guarda-roupas, das gavetas. E pensa-se nos outros que, se têm gavetas, agasalhos dentro delas não têm. E se constrange o coração de muitos, donde surgem doações, campanhas do agasalho, solidariedade, algum compartilhamento. Não se vê, no verão, distribuição de shorts, camisetas-regata, biquínis... Não se constrangem os corações pelo calor que os menos favorecidos andam passando, até porque onde não há o refresco do mar há o de um rio, cachoeira, piscina, tanque ou torneira, e muito menos se deflagram campanhas para doar refrigerantes, sorvetes, saladas. E isto pode embrutecer a gente… Nestes dias frios há mais silêncio, mesmo de dia, inclusive da parte dos bichos, como se dessem trégua a correria e a barulheira, latidos e comparecimento de aranhas, baratas, formigas. O olhar é mais atento, menos disperso, mais perspicaz: sente mais. E sentar ao sol que não queima nem faz suar aquece também a alma, convida a sonhar, cochilar, namorar... Daí mais comedimento, menos espalhafato, mais elegância. Anda-se mais devagar, sempre que possível, talvez para armazenar calor, e isto prolonga os passeios e as conversas, se se está em paz. Dá vontade mais vezes de arrebentar pipoca e tomar chocolate quente, de beber mais chá ou café, de assar bolo e pão, fritar bolinho, ficar junto, conversar. E de abraçar o cobertor que ficou quente, na janela (que delícia!) e aproveitar aquele trecho da cama (ou de qualquer outro lugar) onde o sol pega à tarde, ou de manhã, e sentar ali com um livro, esquentar os pés, as costas, chupar mexerica, lagartixar... Tão simples! Aqui, nas montanhas, nem venta nesses dias. Lá pelas tantas pode passar, como em câmera lenta, uma nuvem leve, frisada e branquíssima, muito alta, a lembrar os Alpes ou os Andes, talvez. E o céu é tão profundamente azul que parece ser ele o responsável pela quietude da vizinhança: talvez tenham parado um pouco para beber desse azul, desse sol ameno, do ar mais fino, mais limpo. Ou, quem sabe bordem mais, leiam mais, lagartixem mais? Também pode ser que se acovardem mais no sofá, diante da TV, encolhidos e tolhidos... cada um, um estilo. Claro que pisar descalço no piso frio do box, no banheiro, exige um “plus” de disposição, e sair do banho quente e relaxante, ou da cama de manhã quase requer coragem mesmo, em pessoa, e digo quase porque não dá para esquecer do que requer verdadeira coragem nesta vida e que passa longe de tocar em metais e azulejos gelados! Esses pequenos sustos, quando nem 10º marcam os termômetros, compõem o lado ruim dos dias frios. Mas desgraça é outra coisa. Agradável não é lavar as mãos na água fria, ou tirar a roupa para entrar no banho, muito menos o são as tarefas dos que precisam mexer em água, e o dia-a-dia penoso dos desfavorecidos pela imprevidência própria ou alheia, mas tudo também faz parte. O nome do planeta é Terra, não Céu, o que faz da vida aqui um campo de provas. Com chances de pequenos e grandes prêmios. Felicidade completa, mesmo, só a dos bichinhos domésticos: pegam sol o dia inteiro, espalhados onde há mais calor, lânguidos e preguiçosos, se é que se pode – ou deve - atribuir a eles qualidades tão humanas. No inverno ou no verão. April, 2009 ANDREA BOCELLI E EU
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